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22 de nov de 2012

PANTANAL É ALVO DA EXPANSÃO AGROPECUARISTA

[Reproduzido de www.g1.globo.com]



Estudo indica avanço do uso do solo 


De 2008 a 2010, área de vegetação nativa caiu de 86,6% para 86,2%.

Ambientalistas consideram que Pantanal não está livre de ameaças.

Tawany MarryDo G1 MS
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Cavalos pastam em região de área alagada do Pantanal (Foto: Stephanie Molkenthin / Arquivo pessoal)Cavalos pastam em região de área alagada do Pantanal, em janeiro de 2012 (Foto: Stephanie Molkenthin / Arquivo pessoal)
A área de vegetação nativa do Pantanal na região da Bacia do Alto Paraguai caiu de 86,6% para 86,2% no período de 2008 a 2010, o que indica avanço do uso do solo para agricultura e pecuária, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (20), em Campo Grande.
No relatório "Monitoramento das alterações da cobertura vegetal e uso do solo na Bacia do Alto Paraguai (BAP)" também consta que a área preservada no planalto passou de 41,8% para 40,7%.
O monitoramento foi realizado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação Avina, Instituto SOS Pantanal, WWF-Brasil e pela Embrapa Pantanal. Também teve o apoio da SOS Mata Atlântica e da Ecoa-Ecologia e Ação, e execução técnica da Arc Plan.
O primeiro levantamento divulgado anteriormente refere-se ao período de 2002 a 2008.
No relatório divulgado hoje, que abrange período de 2008 a 2010, os ambientalistas apontam que, mesmo mantendo 86,2% de sua área natural conservada, o Pantanal não está livre de ameaças.  A principal preocupação é a conversão do uso do solo para a agricultura e a pecuária, em especial no região de planalto da bacia, onde estão as nascentes dos rios que correm para a planície pantaneira.
As áreas de pastagens aumentaram tanto na planíce - de 11,1% para 11,3% - quanto no planalto, de 43,5% para 43,9%. A agricultura manteve índice estável na planíce (0,3%), mas aumentou de 9% para 10% no planalto.
O relatório foi entregue nesta terça-feira para a vice-governadora em Mato Grosso do Sul Simone Tebet (PMDB), que avaliou de forma positiva o índice de cobertura vegetal, que indicaria pequeno avanço da ação do homem. “Não teve avanço significativo, o estudo mostra que podemos ter esperança e que o Pantanal está sendo preservado”.
Simone disse que a preocupação é com área de cerrado, por conta das queimadas responsáveis por aumento da área degradada. Segundo a vice-governadora, o policiamento está sendo intensificado para evitar a queima ilegal.
O estudo
O monitoramento das alterações da cobertura vegetal e uso do solo no BAP foi feito em território brasileiro, que vai desde as cabeceiras até a confluência do rio Paraguai com o rio Apa, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Essa bacia hidrográfica possui uma área total de 620 mil km², sendo que 60% estão em território brasileiro.
O objetivo do estudo é acompanhar a mudança de uso e ocupação do solo, além das alterações na cobertura vegetal desta bacia hidrográfica, que abriga o Pantanal. Os dados poderam ajudar a entender melhor a reducação na dinâmica de alteração, com a análise de fatores socioeconômicos e também de melhoria de eficiência produtiva da agropecuária nas áreas já consolidadas.

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