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28 de set. de 2026
DESMATAMENTO, AGRAVANDO POLUIÇÃO POR METILMERCÚRIO...
...EM RIO NO CERRADO
REPRODUZIDO DE:
https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-no-rio-araguaia-aponta-que-desmatamento-pode-elevar-contaminacao-de-mercurio-em-peixes/
DESTAQUES:
1) Pesquisadores identificaram concentrações de mercúrio de até 1.947 µg/kg em peixes do rio Araguaia, no Cerrado, que tem histórico de episódios breves e restritos de mineração de ouro.
Eles argumentam que a contaminação no Araguaia pode ser impulsionada pelo desmatamento e pelas queimadas, processos que mobilizam o metal naturalmente presente no solo para os ecossistemas aquáticos.
2) A comparação sugere que a presença de mercúrio nos peixes pode estar relacionada não apenas à mineração de ouro, mas também a outras alterações ambientais, como o desmatamento e as queimadas. O resultado amplia a discussão sobre as possíveis fontes do contaminante e sobre a exposição de populações que dependem do pescado como alimento.
3) Como o mercúrio chega aos peixes
Parte do mercúrio encontrado nos peixes da Amazônia e do Cerrado não vem diretamente do garimpo. O metal também ocorre naturalmente nos solos dessas regiões e pode ser mobilizado pelo desmatamento, queimadas e erosão. Transportado para rios e lagos, ele passa por transformações químicas que podem gerar o metilmercúrio, forma mais tóxica e facilmente acumulada pelos organismos.
O contaminante então entra na cadeia alimentar. Pequenos organismos aquáticos absorvem o metilmercúrio, que passa para peixes menores e se concentra progressivamente nos níveis mais altos da cadeia alimentar. Por isso, espécies carnívoras e piscívoras tendem a apresentar concentrações maiores que peixes que ocupam posições mais baixas.
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