Total de visualizações de página

15 de fev. de 2008

MUDANÇA CLIMÁTICA PODE SER MEDIDA POR GPS

BILINGÜE
INGLÊS: GPS 'thermometer' could flag up climate change
PORTUGUÊS: “Termômetro” de GPS poderia sinalizar mudança climática
[www.newscientist.com.uk] – 15/fevereiro/2008
INGLÊS: The Global Positioning System could be used as a global thermometer and used to monitor climate change, say UK meteorologists.
PORTUGUÊS: O Sistema de Posicionamento Global (GPS) poderia ser usado como um termômetro global e usado para monitorar a mudança climática, dizem meteorologistas do Reino Unido.
INGL.: The idea rests on a relatively new technique for taking atmospheric measurements, called GPS radio occultation.
PORT.: A idéia apoia-se numa técnica relativamente nova para se tomar medições atmosféricas, chamada de ocultação de radio do GPS.
INGL.: This involves using a satellite in low-Earth orbit to receive signals from GPS satellites. As the signals pass through the atmosphere, they are refracted slightly, with the angle of refraction depending on temperature and the amount of water vapour in the atmosphere.
PORT.: Esta (técnica) envolve usar um satélite em baixa órbita sobre a Terra, para receber sinais dos satélites do GPS. À medida que os sinais passam através da atmosfera, eles são ligeiramente refratados, dependendo o ângulo de refração da temperatura e da quantidade de vapor d’água na atmosfera.
INGL.: Instruments on a number of research satellites measure GPS signals in this way, including the German CHAMP mission, and the joint US/Taiwan COSMIC mission.
PORT.: Instrumentos num certo número de satélites de pesquisa, medem sinais de GPS desta maneira, incluindo a missão alemã Champ, e a missão Cósmica conjunta Estados Unidos/Taiwan.
INGL.: These measurements are already used to help calculate the amount of water in the atmosphere, as well as temperature and density, which are useful in weather forecasting.
PORT.: Estas medições já são usadas para ajudar a calcular a quantidade de água na atmosfera, assim como temperatura e densidade, que são úteis na previsão de tempo.

20 de jan. de 2008

TERRORISMO CLIMÁTICO??? AINDA ASSIM, É MELHOR DO QUE CRUZAR OS BRAÇOS

SOBRE UMA ENTREVISTA DO DR. L.C. MOLION (CLIMATÓLOGO) À REVISTA ISTOÉ:
É preciso mais do que paciência para entender e aceitar os contrasensos do Dr. L.C. Molion. Lembro-me que certa vez ele afirmou, em Ciência Hoje, que a emissão de gases destruidores da ozonosfera pelos vulcões (difusivos, principalmente) eram mais importantes do que os lançamentos feitos pelo homem (CFC). Mas, não mencionou que os provenientes dos vulcões eram, em grande parte, lixiviados na troposfera (pelas chuvas) antes de atingirem a ozonosfera. E nem comentou que o poder de difusão do CFC era muito mais eficiente. Além do mais, se já existe emissão natural de gases destruidores da ozonosfera, proveniente dos vulcões (difusivos e explosivos) e que não podemos evitar, mas se podemos limitar as emissões humanas, o bom senso manda que a única opção viável de contrôle é esta última! O mesmo acontece com a emissão do metano (gás dos pântanos), que afeta a temperatura global, juntamente com o CO2. Não podemos evitar a emissão do metano de pântanos e dos arrozais (da China e India, principalmente). Mas podemos limitar a emissão de CO2.
E agora ele reaparece com essa de dizer que o IPCC (iniciativa ligada à UNEP-United Nations Envrionmental Programme, da ONU e constituída por mais de uma centena de cientistas de TODO O MUNDO) é formado por membros de países que não querem ver o desenvolvimento dos emergentes!!! Paciência!!! Assim vejamos seus dirigentes (e respectivos países de origem): o "Chairman" (Presidente) do IPCC é Rajendra K. Pachauri (India) ; "Vice-chairs": Richard Odingo (Quênia), Mohan Munasinghe (Sri Lanka) e Yuri A. Izrael (Rússia). Alguns dos principais componentes do Grupo I (Bases Científicas) são dos seguintes países: China, Argentina, Serra Leoa, Brasil (Thelma Krug), E.U.A., Reino Unido, Holanda, Japão, Gâmbia, Marrocos, Sudão, Tailândia, Canadá, Arábia Saudita, Venezuela, México, Peru e outros ...
A idéia de CO2 lançado na atmosfera ser igual a desenvolvimento é extremamente perigosa aqui no Brasil. Se Lula ficar sabendo, ele manda "torrar o resto da amazônia" para "desenvolver o nosso país"!!! Muitos governantes de países em desenvolvimento assim pensam, ou seja: desenvolvimento só se consegue com destruição da Natureza!
Se o Pacífico tem toda essa importância no clima mundial, como aponta o Dr. L.C. Molion, realmente os estudos sobre as influências da amazônia no clima, estão todos errados ... e são inúteis. Afirmar que os dados sobre produção de gás carbônico referem-se a apenas alguns locais, principalmente no hemisfério norte e por isso não devem ser "generalizados ou globalizados" não justifica que devamos esperar que os mesmos sejam coletados no mundo inteiro, para daí então começarmos a pensar em ações.
Acho também ser muito importante observarmos diversos outros indicadores ambientais relacionados à mudança climática. Sugiro observar um estudo realizado sobre a sêca no Sahel (feito por um climatologista alemão e um australiano). Esta região sub-saariana sofre devido a problemas causados pela poluição gerada nos E.U.A. e Canadá. Os poluentes gerados por esses países fazem com que as nuvens formadas nessas regiões e que antes migravam para a África, se precipitem ... e assim, o Sahel tem sua situação piorada a cada ano.
No que diz respeito às pesquisas mundiais reveladas pelos periódicos mais difundidos, não parece haver dúvidas de que a concentração de CO2 na atmosfera está aumentando; e quando este gás aumenta, a temperatura global também aumenta, com diversas conseqüências para os seres vivos. Indicadores bio-ecológicos, não devem ser desprezados. Insetos vetores de doenças tropicais, estão conquistando novos habitats, em locais onde eles não ocorriam por serem considerados "frios". O estádio de desenvolvimento de crescimento e maturação sexual desses insetos é encurtado em temperatura mais elevada. Até os microrganismos de solo, principalmente de regiões temperadas, emitem mais CO2 em temperatura mais elevadas, do que os microgarnismos de região tropical (estes foram os resultados de meu trabalho de pós-doutorado, publicados no Brasil, no Brazilian Journal of Microbiology e na Inglaterra, em Soil Biology and Biochemistry). Larvas de animais componentes de corais, têm se mostrado ser sensíveis às ações de luz UV; daí a possível causa do branqueamento dos corais.
Algumas geleiras na Antártica vêm aumentando como conseqüência do aumento da poluição; um efeito indireto do aquecimento global; ou seja: o aumento da temperatura da água aumenta a evaporação, resultando num aumento da precipitação de neve. A capa de gelo (água doce) assim formada, reduz a transferência de calor das águas mais profundas do oceano, facilitando assim o congelamento da água e o crescimento localizado de geleiras. Esta camada de gelo extra, reflete mais a luz solar do que as águas escuras do oceano. Tomara que o L.C.Molion não diga que isso é prova de que a glaciação já chegou!!!
Salvo melhor juízo, o L.C. Molion parece se sentir injustiçado por não lhe darem ouvidos!!! Se existem pressões dos "grandes contra os pequenos", como ele sugere, eu acredito que tal tipo de comportamento sempre existiu e existirá; mas eu não penso que toda essa discussão em torno dessa problemática do aquecimento global se deva exclusivamente a tal pressão. Será que temos que "esperar p'ra ver"?!
Feliz jornada a todos que navegam no planeta Terra!
Breno Grisi
Professor de Ecologia (aposentado)
da UFPB

27 de nov. de 2007

Termo do GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS


AMBIENTALISMO DA EMANCIPAÇÃO
Talvez seja esta expressão a mais adequada para traduzir a expressão norte-americana
“emancipatory environmentalism” ou ecologia do bem-estar humano; é uma aproximação de caráter mais
ambientalista, holística, para o planejamento econômico, professado pelo ecólogo norte-americano Barry
Commoner e pelo economista alemão Ernst Friedrich Schumacher. Estes, enfatizaram a necessidade de se
introduzir processos produtivos que trabalhassem com a Natureza e não contra ela, priorizando o uso de
produtos orgânicos e os recicláveis.