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2 de mar de 2014

FRAGÂNCIA DO PINHEIRO AFETANDO O CLIMA!? "EFEITO BORBOLETA"???

Novas pesquisas sugerem uma forte ligação entre o cheiro forte dos pinheiros e as mudanças climáticas.

[Reproduzido de BBC NEWS - online]


Vejamos inicialmente, o conceito de "efeito borboleta" dado no GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Breno Grisi):

EFEITO BORBOLETA (“BUTTERFLY EFFECT”) 

 Sistemas caóticos podem ser extremamente sensíveis, mesmo a distúrbios pequenos, significando que se se pudesse iniciar um sistema repetidamente e efetuar uma pequena mudança em alguma variável, esta pequena mudança cresceria a limites imprevisíveis no comportamento geral do sistema. A designação “efeito borboleta”, introduzida por Edward Lorenz, 1918-2008, é uma alusão à possibilidade de que o simples bater das asas de uma borboleta poderá iniciar uma “cascata de mudanças altamente imprevisíveis numa floresta inteira ou até mesmo em todo o planeta”.  Em termos práticos isto significa que se alguém gerar um modelo perfeito de um sistema, este modelo poderá prever somente o futuro qualitativo do sistema e que ao menor erro de medida ou de aproximação, poderá levar tal previsão a desviar-se do futuro real.

[Veja tb neste blog, a postagem de 04/03/2008:  BIOPRECIPITAÇÃO (PLUVIAL): DESCOBERTA CAUSA MICROBIANA]

Cientistas dizem ter encontrado um mecanismo pelo qual estes vapores perfumados transformam-se em aerossóis acima das  florestas boreais. Estas partículas promovem  resfriamento, refletindo a luz solar de volta ao espaço e ajudando a formar nuvens.

A pesquisa, publicada na revista Nature, preenche uma lacuna importante na nossa compreensão  sobre a mudança climática, relacionada com a escala do impacto dos aerossóis atmosféricos sobre as temperaturas.

Ar perfumado

Essas partículas formam nuvens que bloqueiam a luz solar, bem como refletindo os raios de volta para o espaço.

Partículas podem ser formadas em um número de processos, incluindo a atividade vulcânica e por seres humanos, por meio da queima de carvão e óleo.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), tais processos "continuam a contribuir para a maior incerteza de estimativas e interpretações das mudanças no balanço de energia da Terra."

Uma das mais importantes, mas menos compreendidas fontes dos aerossóis são os vapores perfumados encontrados em florestas de pinheiros na América do Norte, norte da Europa e da Rússia.

Estes aerossóis têm confundido os modelos climáticos, uma vez que os cientistas não foram capazes de prever com precisão quantas, de tais partículas, se formam.

Agora, uma equipe internacional de pesquisadores diz ter resolvido o mistério químico pelo qual os ricos odores  tornam-se refletivos, na forma de  partículas de resfriamento.

Eles agora  compreenderam que o cheiro de pinho, constituído de compostos orgânicos voláteis, reage com o oxigênio no dossel da floresta para formar esses aerossóis.

Os cientistas descobriram agora que, de fato, há uma etapa extra no processo, o que eles chamam de um "elo perdido".

Eles descobriram ultra-baixa volatilidade de vapores orgânicos no ar que irreversivelmente condensam-se em qualquer superfície ou partícula que eles encontram.

"Pensa-se que os vapores sendo emitidos a partir da vegetação nas florestas de pinheiros estão contribuindo aproximadamente com metade dos aerossóis sobre a floresta", disse o Dr Joel Thornton, da Universidade de Washington; acrescentando: "É certamente crucial para explicar a resposta da floresta boreal à mudança climática".

Efeito de resfriamento

"Em um mundo mais quente, a fotossíntese se tornará mais rápida, com o aumento do CO2, o que levará a mais vegetação e mais emissões desses vapores", disse o autor principal, o Dr. Mikael Ehn, agora com base na Universidade de Helsinki.

Os cientistas salientam que o novo entendimento não é uma panacéia para a mudança climática, considerando-se que as florestas venham a parar de emitir vapores se ficarem muito estressadas com o calor ou falta de água.

No entanto, o Dr. Ehn acredita que os vapores podem ter um impacto significativo em médio prazo.

BBC © 2014

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