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23 de jun de 2013

VAZAMENTO DE PETRÓLEO NA AMAZÔNIA

[Reproduzido de GLOBO NATUREZA -12/06/2013]

[OBS.: 1) Assistam ao vídeo, indicado abaixo; e observem que um oficial da Marinha do Brasil afirma que há uma embarcação permanentemente de plantão na região e que estará pronta para conduzir técnicos especializados para combater o problema; resta saber ainda a extensão do vazamento, para daí poder se avaliar as chances reais de combate. 2) Na próxima postagem, acesse o "link" indicado, onde são mostrados os riscos ambientais de exploração de gás e petróleo na Amazônia]


Equador avalia impacto de derrame de petróleo que pode atingir o Brasil
Mais de 11 mil barris da Petroecuador vazaram na selva amazônica.

Autoridades equatorianas estão monitorando a região por helicópteros.


Imagem aérea de 1º de junho divulgada pela Petroecuador mostra mancha de petróleo no Rio Napo após um gasoduto ter se rompido no dia 31 de maio (Foto: Petroecuador/AFP)Imagem aérea de 1º de junho divulgada pela Petroecuador mostra grande mancha de petróleo no Rio Napo após um gasoduto ter se rompido no dia 31 de maio (Foto: Petroecuador/AFP)
Autoridades equatorianas avaliam desde terça-feira (11), por via aérea, o impacto de um vazamento de 11.480 barris de petróleo na selva amazônica, que teria atingido o Brasil e o Peru pelos rios, informou a empresa pública Petroecuador.
Membros de uma comissão internacional partiram a bordo de dois helicópteros militares do povoado amazônico de El Coca, no leste do país, para observar "a magnitude da mancha de petróleo" que poderia causar danos nas fronteiras com o Brasil e o Peru, destacou a empresa em comunicado.
"O sobrevoo das aeronaves será realizado até a região limítrofe (amazônica) com Peru e Brasil e vai durar até a próxima quinta-feira", acrescentou.
A Petroecuador destacou que os helicópteros obtiveram a permissão do Peru para cruzar sua fronteira e, inclusive, aterrissar e reabastecer no aeroporto da cidade de Iquitos.
O americano Elmer Americ, técnico da empresa Oil Spill Response, informou que o setor mais afetado até agora é a região sul do Rio Coca, na província de Orellana, no leste do país, e que se conecta com o Rio Napo, que avança para o Peru e é afluente do Rio Amazonas.
A delegação inclui membros do Ministério do Meio Ambiente, da Petroecuador, da Promotoria, da Secretaria de Gestão de Riscos (Defesa Civil) e o especialista da Oil Spill Response.
Em 31 de maio, um desmoronamento desencadeado pelo vulcão ativo Reventador provocou a ruptura do oleoduto estatal Transecuatoriano, deixando a população sem água potável. O petróleo caiu em uma ribanceira, que o levou até o Rio Coca e de lá ao Napo, e continua seu trajeto para a fronteira com o Peru, segundo a Petroecuador.
No sábado (8), o presidente do Equador, Rafael Correa, pediu "desculpas ao Peru pelos problemas causados".
O ministro de Recursos Naturais Não Renováveis, Pedro Merizalde, disse que 90% dos 11.480 barris derramados foram parar no Rio Coca. Ele acrescentou que a Marinha peruana presta ajuda ao Equador com embarcações na Amazônia para "recuperar (o petróleo) e limpar as margens do rio".
O Equador, que é o menor membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), explorou 504 mil barris por dia em 2012, dos quais exportou 70% para receber cerca de US$ 12,715 bilhões (R$ 27,2 bilhões), segundo o Banco Central do país
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