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7 de nov de 2014

RIO SÃO FRANCISCO: NA DEPENDÊNCIA EXCLUSIVA DO MILAGRE DAS CHUVAS, PORQUE, SE DEPENDER DAS AÇÕES HUMANAS...

Estiagem mais severa dos últimos 100 anos seca o Rio São Francisco

O link abaixo refere-se a um vídeo sobre grave problema dos recursos hídricos do Nordeste, em divulgação da Rede Globo de Televisão.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/11/estiagem-mais-severa-dos-ultimos-100-anos-seca-o-rio-sao-francisco.html

Minha única pergunta, que ora dirijo a todos que por tal tragédia possa se interessar: diante desta situação atual, diante dos números que reproduzo a seguir...como é que se utiliza por tantos anos seguidos esse preciosíssimo patrimônio natural, sem protegê-lo, sem revitalizá-lo? Há décadas que o projeto de sua revitalização deveria ter sido implantado e praticado.
Estou de acordo com o que disse João Suassuna (da Fundação Joaquim Nabuco, e que reproduzi neste blog  em postagem de 

01/06/2013  SECA NO NORDESTE: O SÃO FRANCISCO NÃO É O SANTO MILAGROSO): "o São Francisco não vai solucionar os problemas de quem mais precisa: as populações difusas do Nordeste; para problemas difusos, são necessárias soluções difusas".

Vejamos agora alguns dados (reproduzidos de: velhochico.net):
A Região Nordeste que possui apenas 3% da disponibilidade de água e 28% da população brasileiras, apresenta internamente uma grande irregularidade na distribuição dos seus recursos hídricos, uma vez que o rio São Francisco representa 70% de toda a oferta regional.
Esta irregularidade na distribuição interna dos recursos hídricos, associada a uma discrepância nas densidades demográficas (cerca de 10 hab/km2 na maior parte da bacia do rio São Francisco e aproximadamente 50 hab/km2 no Nordeste Setentrional) faz com que, do ponto de vista da sua oferta hídrica, o Semi-árido Brasileiro seja dividido em dois: o Semi-árido da Bacia do São Francisco, com 2.000 a 10.000 m3/hab/ano de água disponível em rio permanente, e o Semi-árido do Nordeste Setentrional, compreendendo parte do estado de Pernambuco e os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, com pouco mais de 400m3/hab/ano disponibilizados através de açudes construídos em rios intermitentes e em aqüíferos com limitações quanto à qualidade e/ou quanto à quantidade de suas águas.
A situação atual, volto eu a comentar, está longe de atender a disponibilidade hídrica de 1500 m3/hab/ano, estabelecida pela ONU como sendo a mínima necessária para garantir a uma sociedade o suprimento de água para os seus diversos usos. 
E quando chover, estarão os nordestinos aparelhados para constituir reservas de água? O projeto "1 milhão de cisternas" (P1MC) precisa ir adiante. Uma cisterna de 16 mil litros resolve o problema de uma família de 5 pessoas durante os oito meses sem chuva na região. 
É desanimador ver a permanente sucessão dessa tragédia, que com o passar do tempo se agrava.

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